Between a rock and a hard place

26 jul

Eu fiquei completamente obcecada com a história desse louco desde que eu vi a entrevista dele no Letterman logo depois do acidente em 2003. Tanto que quando vi o trailer no cinema sem ter a menor idéia de que o filme estava sendo feito dei meus gritinhos que costumam fazer o namorado querer me largar lá sozinha, de tão empolgada que eu fiquei!

Resumidamente: MEGA SPOILER ALERT! Aron era um alpinista experiente, porém com um lado meio louco do tipo “quero testar todos os meus limites e rir na cara da morte”. Um belo dia, ele resolve dar um rolê num canyon no Colorado, um passeio sussa perto das loucuras que ele costumava fazer (escalar montanhas de mais de 14000 pés de altura no inverno, sozinho), quando uma pedra gigante na qual ele se apoiava enquanto descia uma fenda no canyon saiu do lugar, os dois despencaram e quando chegaram no chão a mão dele ficou presa entre a pedra e a parede ( between a rock and a hard place, dur).

O agravante de toda a história foi o fato de que Aron não apenas estava sozinho, num lugar que é praticamente a definição de remoto e isolado, mas sim o detalhe de que absolutamente NINGUÉM sabia onde ele estava. Algumas poucas pessoas suspeitavam em que estado ele estaria, mas ninguém sabia nada que pudesse ser útil no seu resgate, o que tornava a possibilidade dele ser resgatado praticamente nula.

Por todos esses motivos, Aron passou 127 horas num buraco, com pouquissima comida e quase nenhuma água. No fim da história, a única saída possível era a mais absurda, amputar o próprio braço. O que me chocou demais com a chegada do filme foi que, na minha cabecinha inocente de 2003, eu sempre imaginei que ele tinha machadinha ou algo semelhante na mão e que tinha resolvido o problema com dois golpes ninjas! Mas nãaaao! A coisa foi muuuuito mais tensa….

Então eu vi o filme (as partes que eu consegui, pq né? ecati) e depois li o livro e depois vi o filme de novo (eu faço isso sempre, louca, eu sei…). E recomendo os dois pq é uma lição de vida como poucas. É daquele tipo de episódio que faz vc repensar muitas coisas na vida. Não no sentido “não reclame da sua vida porque existe coisa pior”, porque eu acho que a gente tem que respeitar a proporcionalidade do problema na vida de quem vive o tal do problema, mas no espírito “quem acredita sempre alcança” ou “yes, we can”. Aron queria viver. Muito. E ele soube respirar fundo, pensar da forma mais racional possível e resolver o que parecia sem solução.


A história dele condiz muito com um lema que eu tento sempre lembrar e que, acreditem se quiser, eu aprendi com a Buffy: Não são os grandes acontecimentos na sua vida que definem quem você é e sim como você reage a eles.

Por isso eu recomendo, veja o filme ou leia o livro ou os dois. De preferência de estômago vazio…

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