Sessão pipoca: Jobs

8 set

Rolaram boatos de que este filme poderia ir direto para DVD. Adiaram a estréia para não competir com filmes que certamente monopolizariam as bilheterias no verão americano. Deveriam ter transformado em after school special. Deveriam ter esperado mais uns 5 anos para fazer esse filme.

Antes de entrar exatamente nos méritos e deméritos do filme, gostaria de deixar registrado que tive uma mega crise de dor de cabeça durante o filme e assisti metade dele de olho fechado, o que pode ou não ter influenciado minha opinião em alguns aspectos… hahaha Mas acho que não, então sintam-se livres para discordar, como sempre.

A primeira coisa que eu preciso deixar registrado é que o Ashton Kutcher, mesmo sem maquiagem, é muito, mas muuuito parecido com o Steve Jobs. Em alguns motivos chega a ser assustador! Na primeira cena do filme, cheguei a pensar que eram imagens reais de arquivo da Apple, mas o fato da câmera estar em ângulos esquisitos no fim fez com que parecesse aqueles truques baratos para disfarçar problemas como a chuva constante em Jurassic Park ou esconder o rosto de dubles…

O problema é que o acerto da escolha do Ashton para o filme acaba aí. Ele não convence. Ele é conhecido demais. De olho fechado, eu só ouvia o Kelso e o Walden Schimdt falando, não o Steve Jobs. E mesmo de olho aberto, parecia que ele estava no porão do Eric o tempo todo, chapado e falando besteira. Mesmo nas cenas mais intensas do filme, quando ele dava um piti, parecia que ele ia explodir numa gargalhada a qualquer momento. Outra coisa que me irritou profundamente foi a sensação de imitação barata… Eu tenho certeza que 90% das pessoas, quando pensam em Steve Jobs, imaginam o cara durante uma apresentação de algum produto inovador, de calça jeans, cacharel preta, óculos redondinho, tênis e a mão em posição de prece, tipo assim:

Agora, pensemos juntos: na vida real, vocês acham que ele era assim o tempo todo? Que ele só se comunicava no modo “grande anúncio cheio de ideologia e apelo emotivo para tocar a massa consumista”? É claro que não, né? Pois é assim que o Ashton atua O TEMPO TODO!

Também me desagradou a escolha dos pontos da vida dele que o filme resolveu destacar. Eu, pessoalmente, não consigo assimilar completamente a obra de uma pessoa sem saber o passado que fez com que ela chegasse naquele momento. Eu acredito que o que nós somos hoje é a soma de todas as nossas atitudes e de cada passo que nós damos. Tudo na vida tem contexto. Quando o filme acaba, a opinião que você tem sobre um cara que era, apesar ou acima de tudo, um dos maiores gênios da nossa geração, é que ele era um babaca imaturo que tinha súbitos de genialidade do nada e um tirano que explorava seus funcionários para conseguir colocar em prática o que ele idealizava. Pode ser que essa seja uma parte importante da personalidade, talvez a maior, mas certamente ele foi mais que isso.

Achei também que o filme fez pouco para mostrar o quanto ele impactou o universo tecnológico e, consequentemente, nosso modo de vida. Se ele tivesse morrido no estágio em que o filme acaba, nós não saberíamos quem ele era. Eu certamente não saberia. Enfim, parece que a história maior não foi contada. E o filme é sem fim… Demorado, sem ritmo e arrastado. O que também pode ter sido efeito da dor de cabeça… ou não?

O último ponto negativo, prometo, foi a cara de cópia de The Social Network. Até a trilha é parecida… Mas de novo, sem a mesma genialidade!

Bom, fica meu pitaco! Deixem aí embaixo o de vcs!

Nota: 6, forçando a barra…

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