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O que eu aprendi sobre: Fazer a unha!

30 dez

Resolvi criar essa tag para falar de coisas que, na minha cabecinha, eu dominei porque sou uma pessoa assim super autodidata! Sei lá, são coisas do dia a dia que não me agradavam quando eu dependia de outras pessoas para fazer ou me informar e fui descobrindo, aos poucos, um jeito meu de fazer, que me deixa super feliz.

Uma dessas coisas, da qual eu tenho o maior orgulho, é que eu mesma faço a minha mão há uns bons anos e sempre sou elogiada por isso. Sério, modéstia às favas, mas não tem uma semana que passe sem alguém comentar sobre minhas unhas e, quem ainda não sabe que eu mesma faço, fica nude quando descobre que não tem uma profissional envolvida no processo. Não tenho fotos de super qualidade para usar de exemplo, mas olha ae:

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Tudo começou quando eu tinha uns 15 anos e umas alergias bizarras viviam aparecendo no meu rosto. Era super incômodo, ficava muito feio (minha foto do RG é literalmente o auge do trauma de adolescência) e chegou ao ponto de eu ir num dermatologista para descobrir o que era. De cara ela chutou o esmalte, disse que eu não deveria fazer minhas próprias unhas porque a proximidade da unha com o rosto fazia com que eu cheirasse mais os produtos e potencializavam a desgraça toda.

Veja bem, eu tinha 15 anos, mesada de R$ 50 reais e não podia fazer minhas próprias unhas. A solução óbvia foi passar meses fazendo as unhas com máscaras, o que era absurdamente sufocante e não melhorava muita coisa. Mas, sou brasileira e não desisto nunca: eu troquei a acetona por removedor e senti um progresso na agonia e com o tempo a coisa foi aliviando.

Quando comecei a trabalhar passei a fazer a unha toda a semana em salão e depois de um tempo notei que quando, por um milagre, não rolavam os famosos bifes, a alergia não se manifestava. O único jeito de evitar acidentes 100% era não tirar a cutícula, mas na minha cabeça não fazia o menor sentido pagar uma manicure só pra lixar e esmaltar minha unha, então continuei me sujeitando…  Aí entra uma das minhas teorias, de que a maioria dos prestadores de serviço tende a relaxar quando cativa o cliente e as manicures não são exceção a essa regra. A primeira vez que você faz a unha com a Ju (personagem ficticia criada para fins ilustrativos deste post), ela te conquista! Sem um bifinho, formato lindo, esmalte perfeito e duradouro! Depois de um mês parece que a Ju, que dedicava todos os segundos do seu horário para concluir a obra prima nas suas unhas, está com a agenda mais apertada e precisa correr um pouquinho mais. Então às vezes machuca o seu dedinho. Em 3 meses vc sai com catapora nas cutículas e os cantos das unhas parecem ter sido limpos por uma criança de 4 anos com seu kit de manicure da Hello Kitty, high on candy, num carro em movimento!

E isso foi me gerando uma raiva incontrolável! Me irritava profundamente gastar meu suado dinheirinho, às vezes em salões super conhecidos, para sair de lá com os cantos das unhas porcamente limpos e toda trabalhada na alergia por causa dos bifes. Eu lembro que na semana da minha formatura, a pessoa fez um trabalho tão tosco no meu pé que o esmalte amassou todo e eu mal conseguia andar no dia da colação porque meu dedão inflamou. Foi a gota d’água: resolvi fazer a unha em casa, assim só empurraria a cuticula. Não fui sempre expert, foi preciso muito, mas muuuito treino para eu ficar feliz com o resultado, mas já faço minha unha há uns 6 ou 7 anos e sou super feliz assim! Só para vocês terem uma idéia, a última vez que eu fiz a mão num salão, há uns 3 anos, chorei de raiva quando eu saí de tão tosco que estava, cheguei em casa, tirei e fiz de novo. E olha que eu tinha feito com uma das muitas Ju’s que passaram na minha vida!

Enfim, toda essa epístola foi para chegar em algumas dicas que eu aprendi nesses últimos anos, então vamos lá:

1. Tenha paciência. Eu ainda demoro umas sólidas 2, 3 horas para fazer a unha. Eu exagero nos detalhes, mas passo a semana feliz. Com o tempo a mão vai ficando firme, você sente mais segurança e  pega ritmo, mas sinceramente? Adoro essas horas inúteis da minha semana dedicas a algo totalmente fútil e egocêntrico e acredito que você também merece esse momento só seu!

2. Nenhuma novidade, mas hidrate super bem sua cutícula e ninguém vai perceber que você não tira. Atualmente, eu costumo passar bepantol, massageio bem (às vezes até faço uma pausa e alguma outra coisa por um tempo para deixar as pelinhas de molho), aí deixo aquele tempinho básico na água morna. Depois disso, eu empuro com uma espátula de metal, e passo aquele gelzinho da Sally Hansen, deixo por mais um minuto e empurro de novo. Limpo bem as mãos e, depois disso, eu tiro os restinhos de esmalte com o palitinho. Nessa hora, as pelinhas soltas costumam dar as caras (elas ficam todas levantadinhas) e eu retiro apenas esse excesso que já está solto com o alicate.

3. Não perca seu tempo com esmalte porcaria e grosso. Vai trazer apenas desgosto para a sua vida. E pense bem, a cada mês que você não faz a unha no salão, dá pra comprar até dois OPI’s mesmo com o absurdo preço brasileiro! Eu até uso de vez em quando, porque as cores são bonitas, mas detesto os da Risqué, acho que são os que descascam mais rápido. Dos nacionais, meus favoritos sem dúvida são os da Colorama. Duram mais e tem o melhor brilho. Não são ralos como os da Risqué que precisam de 4 camadas para cobrirem o branco da unha nem tão grossos quanto os da Impala, minha segunda marca preferida. Mas, infelizmente, para mim e meu bolso, os da OPI são incomparáveis. Tem a consistência correta, as cores mais bonitas e eu tenho algumas cores que eu uso o mesmo frasquinho HÁ anos e eles ainda não engrossaram! Se você for viajar, estoque!

4. Não dispense JAMAIS o extra brilho, ele é seu melhor amigo. De verdade. Eu costumo fazer a unha na calada da madrugada e durmo logo depois, mas mesmo assim em 99% das vezes ela amanhece perfeita. Sei que o mais famoso por aqui é o da Avon, mas eu prefiro o da Colorama, acho que o da Avon engrossa muito rápido e não mantém o brilho por tanto tempo. Mas o melhor, infalivel, incomparável, perfeito, é o da Sally Hansen. Ando em crise existencial porque meu estoque acabou e a minha compra do ebay não chega! Sério gente, dá pra ralar cenoura, fechar zíper de calça jeans e todo tipo de coisas um minuto depois de fazer a unha porque ela já estará super seca e o brilho fica PERFEITO até a semana seguinte.

5. Use spray secante também e não seja mão de vaca como os salões que tem a cara de pau de cobrar R$ 1,00 para expirar uma miséria de spray nos seus dedinhos que nem fumaça faz. Eu espirro a ponto de sentir a hipotermia matando minhas extremidades. Quanto as melhores marcas, não sinto muita diferença entre os que eu usei, vou no mais barato que gela mais!

6. Quando for limpar os cantinhos, preocupe-se em colocar o menor volume possível de algodão no palitinho, para deixar o instrumento de trabalho bem fininho. Não esfregue o palitinho nos cantos. Molhe bem o algodão (não pode encharcar a ponto de pingar porque o excesso escorre e tira o brilho do esmalte) e passe de leve, mais encostando do que esfregando. Com o algodão bem molhado, o esmalte acaba sendo dissolvido e a limpeza fica melhor. Essa é a parte que mais demanda tempo, não se apresse.

Acho que é isso, minhas caras. Durante a semana, é legal lembrar sempre de hidratar as cutículas. Eu (quando lembro, confesso), costumo passar algo extra antes de dormir. Pode ser o próprio bepanthol, que é mágico, né? Também tenho usado uma manteiga da Lush, que eu adoro. É de limão, o cheiro é bem fresquinho! A cera e óleo da Granado também merecem a fama.

Se você tiver alguma dúvida ou dica, compartilha com as amigas aí nos comentários!